História da Grãos de Gente

O que ficou para trás para podermos chegar até aqui

A Escola “Grãos de Gente” dirigida pela IPSS Grãos de Gente – Creche e Jardim-de-Infância do Campus da Quinta do Marquês não foi sempre assim, como a vemos e vivemos agora.

Ela começou, há quase sessenta anos, com a primeira organização de apoio aos funcionários dos serviços instalados no Campus da Estação Agronómica Nacional (EAN), actualmente designada Pólo de Investigação da Quinta do Marquês.

Nessa altura a nossa Escola resumia-se a um pequeno espaço nas estufas do departamento de Fitopatologia, que acolhia apenas seis crianças. E a actual IPSS que a dirige ainda estava muito longe de ser constituída.

Em 1966 o número de crianças duplicou, exigindo um espaço maior no edifício principal da EAN, espaço esse que, em 1971, transitou para a “Casa da Pesca”.

O empenhamento dos pais e o apoio das instituições do Campus – EAN e Laboratório de Fitofarmacologia (ex-DGPC e atual Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural) – permitiram o progressivo alargamento, quer das áreas de apoio, quer do número de profissionais envolvidos.

Assim, em 1972, a Escola passou a integrar duas valências em dois espaços distintos – o Jardim de Infância, a funcionar na Casa da Pesca com uma educadora e duas auxiliares, para receber as crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos de idade e a Creche, num espaço do Departamento de Genética, onde uma enfermeira e uma auxiliar acolhiam dez crianças entre os 3 e os 36 meses.

Dois anos depois a Creche foi transferida para a Casa do Caminho das Oliveiras e, em 1976, o Jardim de Infância passou a funcionar no edifício dos Florestais, junto ao rio.

Nesse novo espaço, frequentado já por cinquenta e quatro crianças com mais de três anos de idade, trabalhavam três educadoras, cinco auxiliares, uma gestora administrativa e um professor de ginástica.

A par da Creche e do Jardim de Infância a Escola possuía também uma Sala de Apoio, a funcionar na Casa da Pesca. Esta sala, sob a alçada da orientadora pedagógica do Jardim de Infância, constituía um importante suporte para as famílias no acompanhamento que prestava às crianças nos seus tempos livres.

A Escola tinha ainda apoio médico regular e transporte para as crianças. Tudo isto foi possível com a participação activa dos pais em estreita colaboração com as instituições do Campus.

A partir de 1975, e até 1993, o conjunto de valências da Escola – Creche, Jardim de Infância e Sala de Apoio – foi agregado aos serviços sociais da EAN ficando totalmente dependente dessa instituição e da ex-DGPC (actual DGADR).

As crianças que a frequentavam eram os filhos dos funcionários dos organismos instalados no Campus – Instituto de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro, Serviços Florestais, ex-Estação Agronómica Nacional e DGADR.

Foi na primeira metade da década de 80 do século passado que a Escola ganhou a forma que conhecemos até hoje. O elevado número de crianças e a iniciativa dos seus pais reclamavam por um espaço maior e mais adequado às suas actividades.

A EAN construiu assim dois edifícios idênticos em madeira, com um piso térreo de 333 m2 cada, que passaram a funcionar como Creche e Jardim de Infância, tendo a Sala de Apoio passado a funcionar na Casa do Caminho das Oliveiras. Em 2005 esta valência fechou devido ao decréscimo de procura desse serviço por parte dos pais.